carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Fiesp acusa "agiotagem oficial" em seminário com Meirelles

O diretor do Departamento de Economia da Fiesp, Roberto Faldini, chamou a política monetária do governo Lula de "agiotagem oficial" em seminário sobre os rumos da economia do País, do qual está participando o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Faldini afirmou que as empresas estão se enfraquecendo "porque vêm transferindo seu patrimônio ao governo, via tributos e ao sistema financeiro via taxa de juros".Segundo ele, o custo do dinheiro no mercado financeiro está hoje entre 40% e 200%. "Depois de ouvir durante nove anos que os juros iriam baixar, as recentes declarações das nossas autoridades têm o desagradável sabor de requentado", afirmou o executivo, durante a apresentação para cerca de 200 empresários em um hotel em São Paulo.O diretor da Fiesp disse que o Banco Central e o Ministério da Fazenda vêm, nos últimos anos, "tocando o samba com uma nota só". "No mundo real, ou seja, no setor produtivo juros significam despesas", disse ele, olhando para Meirelles.O executivo afirmou que existem alguns desafios básicos que ainda precisam ser superados, como baixar ou controlar a inflação, reduzir a dívida e diminuir a vulnerabilidade externa. "O problema não está nas intenções, mas nos meios de alcançá-los." Para ele, há uma clara predominância de visão monetarista no Banco Central e no Ministério da Fazenda. "Os instrumentos preconizados são os mesmos dos últimos nove anos, com os quais fizeram crescer o desemprego e transformaram o Brasil na 12º economia do mundo, depois de ter sido a 8ª economia do mundo", afirmou.Segundo Faldini, os juros e os tributos continuam sendo partes do "ambiente hostil" na economia do País. "O crédito caro, mais o crédito mais caro é aquele que não existe, e no Brasil o crédito não existe", criticou. Ele disse que o Brasil sempre tem culpado os outros pelos problemas do País. "Primeiro foi a crise da Coréia, depois a da Rússia, em seguida a da Argentina e, finalmente, os atentados de 11 de setembro e assim por diante", afirmou o diretor da Fiesp.Quanto mais resistente for a inércia inflacionária, mais rigorosa será a política monetária, responde Meirelles

Agencia Estado,

30 de maio de 2003 | 16h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.