Fiesp alerta que críticas de Kirchner só levam ao afastamento

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, rebateu hoje as declarações feitas pelo presidente da Argentina, Néstor Kirchner, que, em entrevista ao jornal Clarín, criticou os empresários brasileiros. "Temos de nos unir para fortalecer o Mercosul e qualquer crítica deste tipo só leva ao afastamento", destacou Skaf. Na avaliação do presidente da Fiesp, como os empresários querem união e sinergia, as declarações do presidente Kirchner não parecem estar indo na direção certa. Para ele, não se pode deixar que a opinião do presidente do argentino prejudique os interesses do Mercosul. "Nossos países devem ser maiores do que uma declaração, que pode ter sido feita num momento infeliz", reiterou. Apesar da avaliação, Skaf disse que está viajando quinta-feira para a Argentina com o objetivo de participar do encontro da nova diretoria da União da Indústria Argentina (UIA). Durante entrevista concedida na manhã de hoje no Palácio dos Bandeirantes, em evento de anúncio de redução de ICMS, o presidente da entidade comparou alguns cenários do Brasil e da Argentina, como forma de contrapor às críticas de Kirchner. De acordo com Skaf, no ano passado, o Brasil cresceu 5%, enquanto a Argentina cresceu 8%. Ele disse também que vários setores industriais estão ociosos no Brasil, enquanto, na Argentina, está tudo a pleno vapor.

Agencia Estado,

23 Maio 2005 | 15h20

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