Pedro Venceslau/Estadão
Pedro Venceslau/Estadão

Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Fiesp apresenta proposta para retomada de atividades econômicas

Entidade entregará documento para governo nos próximos dias; ideia é retorno gradual por segmentos numa escala que se completaria em 45 dias

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2020 | 15h22

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou neste fim de semana documento com propostas para a retomada das atividades econômicas após o fim da quarentena para o combate ao coronavírus. Ele será entregue aos governos federal, estaduais e municipais nos próximos dias. O calendário da entidade prevê retorno gradual por segmentos numa escala que se completaria em 45 dias.

Não há data prevista para o início da escala, mas, no caso de São Paulo, em recente entrevista ao Estado, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que defende a quarentena determinada pelo governo de São Paulo até o dia 22, “sem que haja prorrogação.” O relatório cita que cada região deve seguir suas especificidades.

No documento com cerca de 70 páginas, a entidade afirma que o processo de retomada deve seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê, entre outros itens, que a transmissão do coronavírus deve estar controlada e o sistema nacional de saúde deve ter capacidade de detectar, testar, isolar e tratar cada caso, além de acompanhar a rede de contágios. Também sugere o amplo uso de máscaras por parte da população.

Segundo a entidade patronal, o processo de reabertura gradual segue o grau de essencialidade das atividades. Os estabelecimentos devem funcionar com horários alternados para diminuir a concentração do fluxo no transporte coletivo. Eventos com grande número de pessoas continuariam suspensos.

Escolas e comércio primeiro

Pelo calendário proposto, creches e escolas, comércio varejista, restaurantes e transporte com frota de horário de pico seriam os primeiros a serem liberados na data de retomada. Quinze dias depois, seriam os shoppings centers e demais serviços. Um mês depois, sempre seguindo a data inicial, seriam os parques com controle de entrada e, por último, 45 dias depois, cinemas, academias, teatros, museus e universidades.

Como as indústrias não estavam proibidas de funcionar – a paralisação da maioria delas foi por decisão própria para ajudar no combate à covid-19 – o documento sugere apenas seguir uma jornada das 6h às 15h. O comércio varejista abriria das 12h às 21h e serviços de escritórios na faixa das 10h às 19h, “como forma de distribuir o fluxo de trabalhadores ao longo do dia e mitigar o contágio no transporte público”, justifica o documento.

Também há longas relações com sugestão de protocolos com cuidados a serem observados no combate da covid-19 tanto nas ruas, fábricas, comércio e residências. O documento sugere ainda que a cada sete dias a situação da epidemia deva ser reavaliada e, com isso, os protocolos relaxados ou intensificados. Cita ainda que a liberação completa da atividade estará condicionada à evolução da epidemia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.