Masao Goto Filho/Estadão
Masao Goto Filho/Estadão

Fiesp atribui à CUT e ao PT ataques à sede da entidade

Prédio da representante paulista da indústria foi invadido por manifestantes em ato contra a PEC do Teto na Avenida Paulista

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2016 | 19h58

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou uma nota nesta quarta-feira, 14, em que atribui a "vândalos que portavam bandeiras do PT e da CUT" a liderança dos ataques feitos na noite de ontem à sede da entidade, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato foi contra a PEC do teto dos gastos da União, aprovada em segundo turno no Senado nesta terça-feira. O PT e a Central Única dos Trabalhadores rebateram a acusação afirmando que não são responsáveis pela invasão.

Na nota, a Fiesp afirmou que "aos gritos de 'Fora Temer', os vândalos dispararam dezenas de pedras e rojões contra o edifício" e lamentou "profundamente o episódio" e "ainda mais que uma minoria violenta ainda acredite que a depredação seja uma maneira razoável de manifestar posições políticas ou ideológicas". A entidade divulgou também um vídeo nas redes sociais para mostrar o interior do prédio após as manifestações.

O PT divulgou nota dizendo que não teve qualquer participação nos eventos atribuídos a militantes do partido na sede da Fiesp em São Paulo. "Mais uma vez os que sempre atacam o PT querem de novo que paguemos o pato."

A CUT repudiou "veementemente a leviandade e a má-fé da Fiesp" na nota divulgada. "Assistimos às imagens exibidas pelas televisões várias vezes. Em nenhuma delas, vimos bandeiras, camisetas ou bonés da CUT. Vimos apenas pessoas vestidas com roupas vermelhas", diz o texto da central sindical.

A CUT afirmou ainda que todos os atos que organiza são pacíficos e organizados, articulados com o comando da Polícia Militar e definidos com trajetos e durações específicos. 

Sobre o ataque, a Força Sindical, liderada pelo deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), também divulgou nota afirmando que a invasão deve ser denunciada como "ação de provocadores" que buscam criminalizar os movimentos sociais e manifestações pacíficas. 

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