Fiesp avalia que é ?normal? dificuldade de micros com 13º

Pelo comportamento da atividade econômica ao longo do ano, o número de empresas que faturam até R$ 10 milhões anualmente e que não têm condições de pagar o 13º salário de seus funcionários deveria superar os 34% indicados em pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A análise é do diretor de Competitividade da Fiesp, Cláudio Miquelin. Ele avalia o resultado da pesquisa como "natural". "Tivemos um ano com atividade produtiva extremamente oprimida no primeiro semestre e, a tão sonhada melhora do segundo semestre, em especial nos últimos três meses, ainda não chegou aos pequenos industriais", sustenta. De acordo com ele, os convênios firmados entre a entidade empresarial e os bancos, até o momento Nossa Caixa e Caixa Econômica Federal, e que garantem taxas de juros "mais razoáveis" para financiamento do pagamento do 13º e de capital de giro para investimento, darão "algum fôlego" aos pequenos empresários. "Os convênios prevêem pagamentos de 12 a 24 meses, o que dá algum fôlego para o pessoal. Hoje, as empresas têm se financiado com desconto de duplicata e empréstimos de curtíssimo prazo para capital de giro", explica. "Evidentemente que uma taxa de juros de 2,6% ao mês, como dos acordos, não é ideal, mas é mais razoável", complementa.

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