Fiesp avalia que investimento é a saída contra crise de energia

Os reservatórios das usinas hidrelétricas já têm uma boa margem de segurança para evitar que o País volte a enfrentar o racionamento de energia elétrica ainda em 2002, afirmou hoje Pio Gavazzi, diretor de infra-estrutura industrial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O diretor, no entanto, alertou que para garantir o abastecimento para os próximos anos é preciso que as chuvas continuem fortes e os investimentos no setor programados para 2002 e 2003 sejam executados.A estimativa da entidade é que são necessários de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões por ano, nos próximos 3 a 4 anos, para que o Brasil se veja livre da ameaça do apagão.Segundo Gavazzi, há dois modos de encarar o fim do racionamento: o técnico e o político-econômico. "Pelo lado técnico, os reservatórios das hidrelétricas estão ainda abaixo dos 70% da capacidade, mas a água é suficiente para este ano". Mas lembrou que em 2003 é preciso manter os investimentos nas termoelétricas, nas hidrelétricas, nas linhas de transmissão e na distribuição.Em relação ao lado político-econômico, Gavazzi avaliou que "podem dizer que não, mas o fim do racionamento ajuda na questão eleitoral". Para ele, o consumo não vai crescer tão rapidamente, porque o mercado não está muito aquecido.O diretor da Fiesp acrescentou que as indústrias sairão do racionamento mantendo uma economia de, em média, 6% a 8% no consumo de energia em relação aos meses anteriores ao início do plano.

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