Fiesp cobra definição de salvaguardas sobre produtos da China

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, cobrou do governo federal a regulamentação das salvaguardas comerciais sobre produtos da China antes da viagem do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, àquele país. "Eu, se fosse o ministro, preferiria ir à China com as salvaguardas regulamentadas. Mas não sei se isso irá acontecer", afirmou. Skaf disse que enviou, na última semana, cartas ao próprio Furlan e ao presidente em exercício à época, José Alencar, com a posição da entidade sobre o assunto e exigindo a publicação, no Diário Oficial da União, da regulamentação das salvaguardas para proteger os produtos brasileiros. "Sugerimos ao ministro que ele ouça muito, não conclua nada sem discutir com o setor produtivo e não abra mão dos direitos legais das salvaguardas previstas na Organização Mundial do Comércio", afirmou o Skaf. O presidente da Fiesp demonstrou preocupação em relação a possíveis privilégios de alguns setores industriais nas negociações em detrimento de outros. "São 30 setores prejudicados com os produtos chineses e uma centena de produtos. Não é possível negociar em prol de um ou dois com meia dúzia de produtos e que se sacrifique outros", concluiu.

Agencia Estado,

20 Setembro 2005 | 12h59

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