Fiesp cobra redução dos juros pelo Copom

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) cobrou hoje redução dos juros básicos na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que será realizada na semana que vem."Mesmo com a iminência de uma guerra, os juros devem cair. O preço do petróleo pode não subir mais do que hoje, porque já houve uma elevação preventiva. E há também a discussão se a guerra provocaria uma fraqueza na economia internacional. Pode ser que não", disse Clarice Messer, diretora de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp.Segundo ela, as elevações dos juros básicos nos últimos quatro meses, de 7,5 pontos porcentuais, ainda não foram totalmente sentidas pela economia. "A demanda já está muito fraca e não há motivos para aumentar de novo o juro", disse.O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, também se manifestou contra qualquer iniciativa que o Copom possa vir a tomar no sentido de elevar a Selic. "Aumentar os juros seria mais um equívoco, como aconteceu nas duas últimas reuniões do Copom, e estaria na contramão do que o Brasil precisa", afirmou.Segundo ele, a inflação não é a maior preocupação da sociedade brasileira no momento. "Nos últimos três ou quatro anos, podemos concluir que toda a inflação que tivemos no País foi fabricada pelo governo", disse. "Basta lembrarmos que o que influenciou o índice foi a alta cambial e os reajustes de preços administrados, especialmente de concessões públicas. Os preços livres só subiram por causa dessas variáveis", disse.Delben Leite afirmou que as inflações verificadas no primeiro trimestre e em parte do segundo trimestre de 2003 estarão contaminadas pela escalada do fim do ano passado. "Não é aspecto de grande preocupação. A inflação tende a cair a partir do segundo trimestre desse ano", estimou. Para ele, a preocupação da população brasileira e do próprio governo Lula está na redução dos níveis de corrupção do País e na melhora dos gastos públicos. "O corte de R$ 14 bilhões do Orçamento, definido pelo presidente e os ministros, mostra bem a disposição do governo em melhorar os gastos", disse.

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