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Fiesp critica decisão do Copom

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota criticando a decisão de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a Selic em 18,5% ao ano. Segundo a nota, assinada pelo presidente da entidade, Horácio Lafer Piva, o comitê atribuiu "peso irrelevante ao que se passa com a atividade econômica" para decidir a taxa básica de juros.Para a Fiesp, a atual política monetária é "excessivamente contracionista" e provoca alto custo sobre a produção e o emprego. A entidade defende que a inflação está sob controle e deve convergir para a meta de 2003. "A diretoria do Banco se constrange com o calendário civil, quando o mais indicado seria permitir que os efeitos dos choques de oferta se diluíssem em prazo mais razoável, de 18 a 24 meses", diz Piva.A Fiesp acredita que o o arrocho monetário se tornou mais grave nos últimos meses. Segundo a entidade, taxas de juros reais futuras altas e aumento de alíquota do Imposto de Operações Financeiras (IOF) são dificuldades a mais para quem toma crédito e para quem vende a prazo. "As parcas expectativas positivas começam a ser revistas. A esperança que fica é a nossa seleção trazer a taça para casa", finaliza Piva.O diretor de competitividade industrial da Fiesp, Mario Bernardini, afirmou que a decisão do Copom faz "a economia do País andar de lado". "Não vale a pena perder tempo com reunião do Copom quando a discussão é para reduzir 1,35% da taxa", disse o diretor. Se o comitê tivesse decidido cortar a Selic em 0,25 pontos percentuais (tamanho das duas últimas reduções, em fevereiro e março), o recuo teria sido de 1,35% em relação aos 18,5% ao ano da taxa atual. "Imagina se o Alain Greenspan (presidente do Fed, o banco central norte-americano) fizesse uma redução dessas, de 2,5% para 2,48%. Seria ridicularizado", afirmou. Bernardini comparou as reuniões do Copom aos concílios da Igreja Católica na Idade Média. "Se reúne para discutir o sexo dos anjos". Para o diretor, mesmo seguidas reduções de 0,25 pontos percentuais seriam ineficazes. "Em um ano seriam 3 pontos percentuais a menos. É muito pouco", disse. O caminho que possibilitará cortes mais incisivos na taxa básica de juros, segundo Bernardini, é a ampliação das exportações e a substituição das importações para diminuir a vulnerabilidade externa do País e a necessidade de financiamento estrangeiro.

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