Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Fiesp critica países europeus por ameaça a acordo UE-Mercosul

Em nota, instituição diz que todos os pontos do tratado foram 'exaustivamente debatidos ao longo de 20 anos de negociação'; França e Irlanda cobram providências do Brasil para proteção da floresta amazônica

Gregory Prudenciano, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2019 | 14h59

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) emitiu uma nota intitulada "O Brasil exige respeito", na qual diz ver "com espanto" as ameaças de países europeus de recuarem do acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul. Nesta sexta-feira, 23, França e Irlanda ameaçaram bloquear o tratado comercial caso o Brasil não tome providências para proteger a floresta amazônica.

"A Fiesp vê com espanto as ameaças de países participantes do tratado comercial União Europeia-Mercosul, anunciado há menos de 60 dias, de recuarem no que foi acordado. Afinal, todos os pontos pactuados foram exaustivamente debatidos ao longo de 20 anos de negociações e são de amplo conhecimento de todos os envolvidos", diz a nota da Fiesp, assinada pelo presidente da instituição, Paulo Skaf.

Além das ameaças de França e Irlanda, a Finlândia, que hoje detém a presidência rotativa da UE, pediu que o bloco estude a possibilidade de proibir a compra de carne bovina do Brasil também por causa dos incêndios que atingem a Amazônia.

"É preocupante que integrantes do tratado recorram a pretextos que não têm qualquer relação com o que foi negociado para fazer política interna e tentar atacar a imagem do Brasil. O Brasil participa de todos grandes os acordos globais sobre clima e meio ambiente em vigor e os cumpre", continua a nota. A Fiesp diz ainda que o País não pode "permitir que agentes externos, com seus próprios interesses políticos e comerciais, prejudiquem os nossos empregos e o Brasil como um todo."

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