Fiesp critica Política Industrial e lança agenda com sugestões

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está descontente com a Política Industrial do governo e, em reação, lançou hoje a "Agenda da Indústria - A Competitividade e o Desenvolvimento Econômico". Trata-se de uma série de medidas que a entidade gostaria de ver incluídas nas discussões sobre o tema. "Desenvolvimento e Competitividade são conquistados com investimentos em capacidade produtiva e tecnológica", resumiu o diretor do Departamento de Competitividade da Fiesp, empresário José Ricardo Roriz Coelho.Entre as críticas, a Fiesp qualifica como "grandes e inoperantes" as instituições encarregadas de implementar as propostas da Política Industrial - Conselho Nacional do Desenvolvimento Industrial e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - e diz que é ilusória a participação da indústria nesses órgãos. Para elevar a competitividade da indústria nacional, a Fiesp voltou a defender maior acesso ao crédito, queda nos juros e redução da carga tributária, além de maior participação da indústria na formulação das propostas da PI.Entre as propostas da entidade para aumentar a competitividade está também a desoneração total das exportações. "Essa hipótese existe, mas várias empresas ainda acumulam créditos fiscais com os governos estaduais que alegam não ter condições para permitir o uso dos créditos", segundo a Agenda da Indústria.PedidosPara melhorar a gestão da política industrial, a Fiesp sugere uma melhor coordenação entre as instituições públicas, alegando que o manejo de instrumentos de financiamento, de regulação, de incentivos e de promoção exigem o envolvimento de diversas instituições. Também pede maior transparência sobre o que está em curso na Política Industrial, com a criação de um sistema online de informações; aumento da parceria entre os setores público e privado; e parceria entre diferentes esferas do governo.Em setembro, a Fiesp divulgou a segunda edição de seu Índice de Competitividade (IC-Fiesp), que serviu de base para a Agenda da Indústria lançada hoje. Pelo índice, entre 43 países, o Brasil se enquadra no 39º lugar, no grupo das nações menos competitivas. "Estamos disputando com carro de passeio uma corrida de Fórmula 1", ironizou Roriz Coelho, referindo-se à posição da indústria brasileira no cenário mundial.

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