Fiesp decepciona-se com PIB e reavalia crescimento em 2004

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vê "com tristeza" a queda de 0,2% do PIB no ano passado, nas palavras do diretor-adjunto do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon), Roberto Faldini. O empresário diz que o mundo globalizado não permite países com crescimento negativo ou modestos, mas o Brasil, infelizmente, "tem patinado". Segundo Faldini, o Brasil precisa crescer entre 6% e 7% ao ano, e para isso, é preciso que se tenha coragem de mexer nas fragilidades que limitam o crescimento do Brasil. Entre os entraves, ele cita as reformas estruturais, que são pouco satisfatórias. A tributária, por exemplo, só aumentou a carga de impostos. E a da Previdência não vai diminuir os gastos públicos, segundo Faldini. A reforma política também não deve entrar na pauta e não há um esforço para desenhar um outra forma de redução dos gastos públicos que não seja o corte de investimentos. "Assim, não há condições para reduzir os juros, para atrair investimentos e, principalmente, de melhorar a renda com mais empregos", afirmou o empresário. A indústria paulista já contesta as projeções do início do ano, quando se previa um crescimento entre 3,5% e 4% do PIB neste ano. "Sem redução de juros e sem investimentos públicos, o PIB dificilmente registrará crescimento satisfatório neste ano", concluiu.

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