Fiesp declara guerra à pirataria de R$ 30 bilhões

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o diretor do Departamento da Polícia Federal, Paulo Lacerda, estão entre as autoridades que devem participar, na próxima terça-feira, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do seminário "O Brasil Contra a Pirataria".O encontro oficializará a posição da Fiesp de combate a pirataria de R$ 30 bilhões, que estima atingir o País, com a enchente de cópias falsas de produtos.A Fiesp avalia o evento como uma declaração de guerra à pirataria, conforme comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa. Também devem participar do seminário o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovitch, e o senador americano Norm Coleman, que também preside o subcomitê para o Hemisfério Ocidental da Comissão de Relações Exteriores do Estados Unidos, entre outros representantes do governo, indústria, entidades de defesa do consumidor e de propriedade intelectual.Os americanos são os maiores críticos dos problemas de pirataria no Brasil, mas a Fiesp destaca que a própria indústria brasileira é uma das vítimas do processo. Segundo a entidade, o Brasil está em quarto lugar entre os países que mais sofrem com a pirataria e amargou, no ano passado, prejuízo superior a R$ 30 bilhões com a falsificação de tênis, CDs, softwares, roupas, perfumes, relógios e numerosos outros itens.A Fiesp citou também estatísticas anuais do Ministério da Justiça e do Relatório da CPI da Pirataria, onde constam as perdas anuais dos setores mais atingidos pelo crime. A indústria do tabaco foi a mais prejudicada pela falsificação, com prejuízo de US$ 1,2 bilhão, seguida por softwares, (US$ 400 milhões), fonográfica (US$ 300 milhões) e cinematográfica (US$ 130 milhões).Ainda de acordo com dados fornecidos pela Fiesp, com base no relatório da CPI, o crime organizado no País está concentrado nos Estados de Pernambuco, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.O seminário, que será realizado das 8h às 18h, debaterá os seguintes temas: "Violação da Propriedade Intelectual e Impactos da Indústria", "Cenários Internacionais", "Estrutura Brasileira: Barreiras, Processos e Desafios" e "Perspectivas Futuras".

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