Fiesp defende política monetária como incentivo ao consumo

A diretora do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Clarice Messer, afirmou hoje que a política monetária é a arma mais forte para ativar o consumo familiar de bens duráveis e semi-duráveis, segmentos de forte impacto na economia. Na avaliação da diretora, o Banco Central deve baixar os juros de maneira mais agressiva e diminuir os depósitos compulsórios ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao BC ? para pelo menos 45%, nível de fevereiro. Em termos de política fiscal, Clarice defende prioridade ao crédito para o maior número de setores e a desoneração de investimentos. Ao ser questionada sobre o que acha de incentivos fiscais que o governo poderá dar às montadoras para diminuir os custos de produção (IPI e ICMS), a economista afirmou que "bom mesmo é uma reforma tributária boa, que abranja todos os setores". "Medidas que beneficiam apenas uma área são retalhos que penalizam outros setores, pois o governo tira de um para beneficiar o outro", ressaltou. Clarice defendeu, em nome da Fiesp, a utilização mais eficiente dos recursos públicos para investimento, o que inclui a redução da burocracia de acesso ao crédito do BNDES, por exemplo.

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