Fiesp defende redução da Selic com o fim da CPMF

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje que seria um "absurdo" se o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidisse aumentar a taxa básica de juros (Selic) na reunião de hoje. Na sua avaliação, há ao menos duas razões para que a Selic seja reduzida.De acordo com Skaf, baseado em estudos do próprio BC, o efeito da CPMF sobre a taxa básica de juros era de 0,93 ponto porcentual. "Com o fim do tributo, há uma folga de 0,93 ponto nos juros. Ou seja, se baixassem os juros em 0,93 ponto porcentual, não seria uma queda, mas a retirada do efeito da CPMF sobre os juros", explicou.Outro motivo pelo qual defende a queda da Selic é a redução emergencial dos juros norte-americanos, decisão anunciada ontem pelo Fed (banco central norte-americano), numa tentativa de diminuir os efeitos da crise imobiliária na economia daquele país."Lá onde está a crise, o olho do furacão, baixou-se os juros e os impostos. E aqui, que estamos distantes e há o reconhecimento pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, de que isso poderá prejudicar o crescimento brasileiro, também deveria se baixar os juros. E no entanto, eu ouço o contrário", afirmou. "Todos sabem que a queda de juros é um estímulo ao desenvolvimento. Se temos receio de que o crescimento seja prejudicado pelo efeito da crise, nós temos que trabalhar na direção de não prejudicar o crescimento", acrescentou.

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