Fiesp descarta acordo salarial de emergência com metalúrgicos

O coordenador de negociação do grupo 19-10 da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Uchôa Fagundes, afirmou hoje à Agência Estado que "não há possibilidade de acordo" com os 50 sindicatos da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, ligada à Força Sindical, que abriram campanha salarial de emergência. "Não temos a menor condição de dar aumento agora, fora da data-base. O mercado está recessivo, está vendedor e não comprador, e não temos como repassar aumento de custos para os preços", disse Fagundes, que é presidente da Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilux). Ele disse não acreditar em greves. "É sempre o último recurso e estamos sempre de portas abertas", completou. Os metalúrgicos tiveram reajuste de 10,26%, em média, em novembro passado, data-base da categoria. Lançaram campanha emergencial para recompor perdas inflacionárias de novembro a fevereiro. Por isso, pedem reposição de cerca de 10% a partir de 1º de março, além de redução para 40 horas da jornada de trabalho, apólice de seguro especial por rescisão do contrato de trabalho válida por 12 meses e revisão dos salários em caso de grandes alterações na política econômica.

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