Fiesp e Abdib minimizam efeitos da crise sobre decisões de investimento

Os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, minimizaram hoje os efeitos da crise política sobre as decisões de investimentos produtivos no País. "Todo esse cenário é passageiro. Alguma coisa, é claro, atrapalha, principalmente nas grandes decisões de investimentos que sairiam neste exato momento, mas, quando o empresário analisa no longo prazo, todo este ambiente político não influencia na decisão", opinou Skaf, que participou na manhã de hoje do lançamento da "Segunda Primavera Tributária", dentro do programa "São Paulo Competitivo", do governo paulista. Segundo Skaf, a questão fundamental que orienta as decisões empresariais tem sido a expectativa de crescimento da economia neste ano e a sustentabilidade para os próximos anos. Godoy, da Abdib, reduziu ainda mais os impactos da crise política sobre as decisões de investimentos. "Tenho conversado com as empresas internacionais e o que percebo é que a importância que dão a este ambiente político é muito menor do que a que estimamos aqui", afirmou. De acordo com o presidente da Abdib, a grande preocupação das corporações internacionais em relação ao Brasil residia no temor de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva romper com as regras de regulação dos mercados ou, pior ainda, suspender unilateralmente contratos como forma de dar uma resposta populista à crise política. "A percepção do meio empresarial é de que nada disso vai acontecer e de que a crise vai passar. Se percebessem algum risco de retrocesso, de fato teríamos problemas e as coisas se complicariam. Como não há este risco, só podemos crer numa perspectiva de bom ambiente econômico para o futuro, condição essencial para os grandes projetos de investimento em infra-estrutura", observou.

Agencia Estado,

15 Setembro 2005 | 14h36

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