Fiesp e Ciesp elevam projeções de crescimento do PIB

As duas principais entidades representativas da indústria paulista, a Fiesp e o Ciesp, revisaram para cima, nesta terça-feira, suas expectativas para o crescimento da economia para este ano. A projeção da Fiesp saltou de 3% para 4%, enquanto que, mais moderado, o Ciesp elevou de 3% para 3,5%."Fatos que ocorreram posteriormente às projeções que soltamos em dezembro nos fazem revisar nossa expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de 3% para algo mais próximo de 4%. É o caso do reajuste do salário mínimo, de pacotes de investimento, como o voltado para a construção civil, que movimentará R$ 19 bilhões, e a reativação de programas de infra-estrutura", justificou o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini. Ele ainda ponderou, por exemplo, que o novo salário mínimo injetará cerca de R$ 9 bilhões na economia, com um aumento real perto de 10%, o que significará um crescimento de renda nacional da ordem de 1,5%.ReeleiçãoA avaliação das duas entidades é de que o ano de 2006, eleitoral, resultará também em expansão dos gastos federais e diminuição do superávit primário - arrecadação menos as despesas, exceto o pagamento de juros -, posicionando-se mais próximo da meta de 4,25% do PIB. "Em ano político, qualquer que fosse o governo em busca da reeleição, procuraria o melhor desempenho possível do PIB. Isso é normal em todo e qualquer governo que busque a reeleição", afirmou Francini, ao insistir que tal manifestação não carregava juízo de valor.GastosNa mesma linha, o diretor do Departamento de Economia do Ciesp, Boris Tabacof, observou que há tendência de a União gastar mais este ano. "Nossa esperança é de que estes investimentos se direcionem para a infra-estrutura", ponderou.Além disso, Tabacof justificou a revisão do PIB feita pelo Ciesp, com base na perspectiva de que a oferta e tomada de crédito seguirá em rota de expansão, impactando em aumento do consumo. "Além disso, seguirá uma demanda muito grande por commodities com uma nova rodada de aumentos de preço de minério de ferro, evidentemente, que num nível menor do que o do ano passado, e a melhora dos preços de celulose e soja, entre outros itens", observou.Por fim, os especialistas das duas entidades esperam que o Banco Central mantenha a trajetória de queda da Selic, o que contribuirá para a expansão do consumo e a atração de investimentos produtivos.

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