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Fiesp: emprego na indústria de SP atinge estabilidade em agosto

Entidade considera que ritmo de contratações está demorando mais do que esperado para aumentar

Anne Warth, da Agência Estado,

13 de agosto de 2009 | 13h40

O emprego na indústria paulista deve atingir a estabilidade no mês de agosto. Essa previsão é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, que explicou que a volta do período de contratações pelos industriais de São Paulo está demorando mais que o esperado. "O emprego vem caindo ainda, mas a taxas menores, tendendo a zero", afirmou. A Fiesp esperava que as demissões terminassem em junho e em julho.

 

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Nos último meses, o ritmo das demissões vem diminuindo consideravelmente - em maio foram 16 mil dispensas na indústria paulista; em junho, 8 mil; e em julho, 3,5 mil. Francini já esperava que a estabilidade ocorresse em junho ou em julho. "Quem sabe em agosto tenhamos uma variação mais próxima de zero. Será o terceiro mês seguido em que vou rezar uma novena", brincou.

 

Em julho, o emprego nas indústrias da Grande São Paulo já registrou uma variação positiva, embora pequena, de 0,14%. Já as indústrias do interior do Estado mostraram queda de 0,36%. O comportamento está ligado às características das regiões. Segundo a Fiesp, a Grande São Paulo concentra alguns dos setores mais ligados ao varejo, como Vestuário, Produtos Químicos e Produtos Diversos - como brinquedos, joias e bijuterias.

 

No mês passado, a indústria de Confecção, Vestuário e Acessório foi a recordista em termos de contratações e gerou 2.715 empregos, seguida pelo setor de Borracha e Material Plástico (817), Produtos Diversos (399), Produtos Químicos (375) e Couro e Calçados (350). No caso de Vestuários e Calçados, a avaliação positiva está relacionada ao início da fabricação de produtos da coleção primavera-verão.

 

Já o setor de Máquinas e Equipamentos, mais concentrado no interior de São Paulo, foi o que mais demitiu trabalhadores em julho - no total foram 2.047 empregos a menos. Também apresentaram resultados negativos a indústria de Veículos e Autopeças, com 1.710 demissões, Papel e Celulose (970) e Derivados do Petróleo e Combustíveis (581).

 

Confiança

A confiança dos empresários na indústria paulista atingiu em julho o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 2006. O Indicador Sensor da Fiesp registrou 56,5 pontos na primeira quinzena de agosto, resultado só superado por abril de 2008 (57,5 pontos). "Os empresários estão dizendo que a situação está melhorando, embora ainda exista uma resistência no sentido de retomar as contratações. Mas foi um resultado expressivo", disse Francini.

 

Segundo ele, a crise modificou um comportamento usual da indústria de São Paulo, que costuma demitir quatro meses após uma redução da atividade econômica e também contratar somente quatro meses após uma sinalização positiva. Nessa crise, as demissões foram imediatas e as contratações ainda não estão aparecendo. "Gato escaldado tem medo de água fria", disse Francini sobre o comportamento dos empresários.

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