Fiesp lamenta nacionalizações na Venezuela

Entidade empresarial paulista acusa o governo venezuelano de violar as regras da OMC

Efe,

04 de junho de 2009 | 23h41

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se solidarizou nesta quinta-feira, 4, com a União Industrial Argentina (UIA) e lamentou o processo de nacionalizações de empresas do grupo argentino Techint, antecipado pelo governo venezuelano, a quem acusou de violar as regras do comércio mundial.

 

Em comunicado, a Fiesp informou que seu presidente, Paulo Skaf, foi comunicado sobre as nacionalizações por seu colega da UIA, Héctor Augusto Méndez, a quem lhe transmitiu a "preocupação com o descumprimento das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) por parte do governo venezuelano".

 

"Tal procedimento coloca em risco a estabilidade e a segurança jurídica de contratos com empresas privadas daquele país e do Exterior", disse.

 

Segundo a nota, Skaf indicou que "as ações do governo venezuelano no que concerne às nacionalizações são contrárias ao desenvolvimento da atividade empresarial, além de não respeitar as regras

Internacionais".

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou há duas semanas sua intenção de nacionalizar três empresas da Techint, que já tinha sofrido a nacionalização da siderúrgica Sidor pelo governo venezuelano.

 

Com o apoio de setores da oposição, diferentes câmaras empresárias da Argentina levaram na terça-feira passada ao Parlamento sua rejeição às políticas de nacionalização impulsionadas por Chávez e sua recusa em aceitar a entrada da Venezuela no Mercosul.

 

A rejeição empresarial foi demonstrada durante uma reunião extraordinária da Comissão do Mercosul da Câmara dos Deputados da Argentina, na qual foi notória a ausência de parlamentares governistas.

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