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Fiesp levará ao governo plano de estratégia comercial

O Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp iniciou hoje as discussões para definir os ingredientes de uma nova estratégia de negociações externas, caso se concretize o fracasso da Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC), lançada em 2001. O presidente do Coscex, embaixador Rubens Barbosa, disse estar cético em relação ao futuro da Rodada Doha e, por isso mesmo, defende que o Brasil feche acordos bilaterais - México e Aladi estão na mira da Fiesp. Mas não apenas eles.O Coscex defende, também, a flexibilização de algumas regras do Mercosul para permitir que os quatro países-membros negociem acordos bilaterais de forma independente. Pelas normas do Mercosul, os membros só podem fechar acordos em bloco, o que dificulta a formação de parcerias bilaterais, porque nem sempre os quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) estão de acordo.Barbosa disse à Agência Estado que a proposta começou a ser discutida na reunião de hoje do Coscex, da qual participou a secretária-executiva da Camex (Câmara de Comércio Exterior), Lytha Spíndola. Será encaminhada ao Departamento de Comércio Exterior da Fiesp, presidida pelo empresário Roberto Giannetti da Fonseca. Em seguida passará ao presidente da entidade, Paulo Skaf, que encaminhará as sugestões ao governo.Rodada DohaSegundo Barbosa, uma nova reunião ministerial acontecerá em setembro para tentar dar continuidade à Rodada Doha. No entanto, o embaixador acredita que Estados Unidos e União Européia não devem ceder ao nível desejado pelos países do G-20, do qual o Brasil faz parte. E, para piorar, é pouco provável que o Congresso dos Estados Unidos aprove o fast track, mecanismo que permite ao Executivo negociar acordos comerciais sem submetê-los ao parlamento."Seja qual for o resultado, o fato é que o Brasil precisa mudar sua estratégia em negociações comerciais, porque, nos últimos quatro anos, só se concentrou em Doha e não fez outros acordos", criticou Barbosa.

PAULA PULITI, Agencia Estado

14 de agosto de 2007 | 16h27

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