Fiesp: nível de emprego só vai se recuperar em 2011

Embora o nível de atividade da indústria paulista deva recuperar o patamar pré-crise em março de 2010, o emprego deve levar bem mais tempo para chegar aos números registrados em setembro de 2008. A previsão é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que estima que a recuperação do emprego da indústria no Estado deva ocorrer somente no primeiro trimestre de 2011, cerca de um ano depois da projeção de retomada da atividade industrial.

ANNE WARTH, Agencia Estado

15 de dezembro de 2009 | 16h44

Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, essa defasagem entre a atividade e o emprego é fruto dos ganhos de produtividade que a indústria paulista obteve durante o período de agravamento dos efeitos da crise financeira mundial, logo após ajustes que resultaram nas demissões de 236,5 mil trabalhadores entre outubro de 2008 e fevereiro deste ano.

"É como uma pessoa que fez um regime e emagreceu muitos quilos e que, agora, satisfeita com sua nova forma, sabe que pode viver com menos do que vivia antes da dieta", comparou Francini. A Fiesp prevê que a indústria paulista deve encerrar o ano de 2009 com redução de 4,7% no nível de emprego, o que significará o fechamento de 105 mil postos de trabalho em relação a 2008. Para a indústria brasileira como um todo, a projeção é de uma diminuição de 2,5% no nível de emprego. Já o nível de atividade da indústria no Estado deve fechar o ano com queda de 8,3% na comparação com 2008, enquanto a atividade da indústria brasileira deve fechar este ano com redução de 7%.

"2009 foi um ano para ser esquecido", definiu Francini. Para 2010, a Fiesp projeta que o PIB do País deve crescer 6%. Segundo o gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da entidade, André Rebelo, o resultado do PIB do terceiro trimestre do ano, que subiu apenas 1,3% em comparação ao trimestre anterior, abaixo das expectativas do mercado, não afetou a projeção da entidade. "A partir de agora, voltaremos a crescer a 2% na margem", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
empregoindústriaFiesp

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.