Fiesp: País melhorou sua competitividade em 2006

O Brasil melhorou sua competitividade em 2006, mas não o suficiente para avançar no ranking de 43 países elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com base em 83 variáveis de 8 fatores. De acordo com o estudo apresentado hoje, o Brasil recebeu, numa escala de zero a 100, nota 20,2, a maior dos 10 últimos anos medidos pela federação. Para se ter uma idéia, em 2005, a nota foi 17,6; no ano anterior, 18,9; e, em 2003, 19. A melhora não foi suficiente, no entanto, para que o País mudasse sua posição no ranking, liderado pelos Estados Unidos, com 91 pontos e ampla vantagem em relação ao segundo colocado, a Noruega, que tem 76,9 pontos. Desde 2003, o País se mantém na 38ª colocação - em 1998, 2001 e 2002, estava na 39ª e, em 1999 e 2000, na 40ª. O Brasil só tem um nível de competitividade melhor, portanto, do que Índia, Colômbia, Filipinas, Turquia e Indonésia. "A competitividade é um valor comparativo e o que verificamos é que estamos evoluindo, mas que os outros países crescem a taxas maiores do que a nossa", avaliou o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. "Temos a impressão de que estamos crescendo a uma velocidade alta, mas a realidade é que não a ponto de acompanhar outros países." A estabilidade de posição é explicada, segundo a Fiesp, pelo desempenho dos países que antecedem e procedem o Brasil na classificação. Será difícil para o Brasil ultrapassar o México, que foi avaliado com 27,2 pontos. Da mesma forma, a possibilidade de a Índia atingir o Brasil é remota, já que o País recebeu nota 16,8. Os demais países do Bric - além de Brasil e índia, China e Rússia - estão mais bem avaliados, com notas 43,4 e 43,3, respectivamente. As expectativas sobre o desenvolvimento da competitividade do Brasil em 2007 e 2008 são positivas, na avaliação da equipe de economistas da Fiesp. Pelos cálculos da Fiesp, com base em 70% dos dados conhecidos até o momento, a nota deve passar para 22 em 2007. Em 2008, no entanto, apesar de continuar na casa dos 20, a nota deve ceder para 21,4.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

01 Outubro 2008 | 15h48

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