Fiesp pede participação em decisões de política monetária

O presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, mostrou hoje irritação ao comentar o aumento dos juros no varejo, pela primeira vez em seis meses, conforme pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central. Ele voltou a defender a presença de representantes políticos e agentes da iniciativa privada no Conselho Monetário Nacional (CMN), como forma de contrabalançar o enfoque monetarista que tem orientado não apenas o conselho, como também o Copom (Comitê de Política Monetária) e toda a política econômica do governo federal. "É por isso que tem de haver a autoridade produtiva, com poderes, e não só a autoridade monetária", argumentou.Sobre as taxas de juros, Skaf questionou: "qual o país no mundo conhecemos e que tenha juros perto de 50% e inflação em torno de 8% ao ano?", indagou, referindo-se aos juros de 45,1% cobrados hoje no varejo, sendo que há um mês era 43,9%.Skaf também minimizou as declarações feitas ontem pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que defendeu entusiasticamente a condução da política monetária do governo e o trabalho exercido pelo Copom."Eu estranharia se o presidente do BC fizesse declarações contra a política econômica. Prezo e respeito muito o Henrique Meirelles, que está cumprindo seu papel, assim como o Copom e o CMN, que se preocupam com a proteção da moeda. O que nós, atores da produção, temos que nos preocupar é com o nosso papel, de defender quem representa a economia de verdade do País, que gera empregos e renda e investe no País", disse o líder empresarial.O presidente da Fiesp participou hoje da abertura do "II Fórum Europeu", realizado em São Paulo por empresários associados de câmaras de comércio que compõem a Eurocâmaras.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.