Fiesp prevê acomodação do INA ao longo de 2008

A queda de 2,4% no Indicador de Nível de Atividade (INA), medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), registrada em maio em relação a abril na série com ajuste sazonal indica que há uma tendência de desaceleração, segundo avaliação do diretor do Departamento de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. Segundo ele, maio normalmente é um mês mais forte que abril. "Deveremos assistir a uma acomodação do crescimento ao longo de 2008", afirma.A previsão é de que o INA feche o ano com crescimento de 5,5% em relação a 2007, ante taxa de 7,5% registrada no acumulado de 12 meses até maio. O diretor lembra que a indústria registrou crescimento vigoroso em 2007 e que a base de comparação é forte. Para Francini, no entanto, a acomodação não assusta, já que não há evidências de que haverá uma desaceleração abrupta."Inquietações para o longo prazo existem, já que há expectativa de novos aumentos da taxa básica de juros pelo Banco Central, o que gera os efeitos colaterais já conhecidos, como uma desvalorização ainda maior do câmbio em relação ao real", afirma. O economista explica que um real muito valorizado dificulta a competição das empresas nacionais com material importado e também reduz a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

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