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Fiesp prevê atividade fraca no primeiro trimestre

A indústria de São Paulo avalia o momento econômico atual como ruim, mas confia que o futuro será bom. A afirmação é do economista da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Carvalho, ao analisar a retomada da trajetória de crescimento da economia e, particularmente, da produção industrial no Estado. Apesar do indicador de atividade ter apontado um crescimento de 1,2% em janeiro, repetindo praticamente o desempenho de 1,4% em dezembro de 2001, a Fiesp ainda espera um resultado fraco, entre zero e 1% do nível de atividade, para o acumulado do 1º trimestre, na comparação com o último trimestre do ano passado. Apesar desses dois meses de crescimento de atividade após um semestre de quedas consecutivas, o pessimismo de Carvalho vem do fato de que o nível de atividade ter tido uma retração de 5,7% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2001. Em dezembro, a queda foi de 6% na comparação anualizada, revelando que ainda falta muito para a indústria superar os efeitos da crise. "Mas a recuperação é crescente", frisou Carvalho, que reforçou seu otimismo após a divulgação, na última quinta-feira, da ata da última reunião do Copom. "O horizonte de tempo do BC se aproximou do da indústria", notou o economista, referindo-se ao fato de que o BC passou a trabalhar com um período entre 18 a 24 meses para o objetivo da política monetária. "Isso foi fantástico", emendou. Afinal, segundo ele, as decisões sobre novos investimentos, contratação de mão de obra ou obtenção de crédito sempre levam em conta períodos superiores a um ano. Após a divulgação da ata e da declaração do ministro da Fazenda, Pedro Malan, de que a trajetória dos juros é declinante, o economista da Fiesp disse que a expectativa da indústria é de que os juros voltem a cair na próxima reunião do Copom neste mês. "O mínimo possível é manter esse ritmo de queda, de 0,25pp", afirmou Carvalho. Apenas em março o nível de atividade da indústria de São Paulo deve começar a refletir os primeiros sinais da queda da taxa Selic. Carvalho espera um impacto crescente a partir do 2º trimestre, ganhando força total no segundo semestre deste ano. O economista ponderou, no entanto, que o crédito é peça chave para o vigor da retomada da atividade econômica neste ano. "O crédito terá importância grande nessa recuperação. É até saudável, no entanto, que seja um processo gradual", afirmou. À medida que as condições forem ser firmando, Carvalho prevê o alongamento das operações de crédito tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, o que daria sustentação ao processo de crescimento. De acordo com dados da Fiesp, a concessão de crédito para as empresas está fraco há meses, tendo se mantido assim inclusive no mês de janeiro, quando aumentaram as operações para as pessoas físicas. À medida que for alongado o crédito para os consumidores, Carvalho espera a recuperação do setor de bens duráveis, que depende desses financiamentos para alavancar as vendas. No mês de janeiro, o economista da Fiesp constatou, em conversas informais, que as vendas do setor de autopeças foram razoáveis. Segundo ele, a indústria teria aumentado o uso da capacidade instalada de 62% para 75% entre dezembro e janeiro. Isso ocorreu, na opinião de Carvalho, porque a indústria automobilística elevou a oferta de crédito para minimizar um momento ainda ruim do ciclo de vendas de automóveis, o que funcionou.

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