Fiesp prevê exportações 16,6% maiores em 2003

As exportações podem atingir US$ 70 bilhões neste ano, com um crescimento de 16,6% ante os US$ 60 bilhões do ano passado. A projeção é do diretor de relações internacionais e comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Maurice Costin. "Não há grande dificuldade em alcançarmos essa cifra. A Argentina está se recuperando, o euro se valorizou em relação ao dólar e as commodities estão cerca de 20% mais caras do que no ano passado", disse.Segundo ele, o país vizinho comprará, neste ano, cerca de US$ 1 bilhão a mais do que os US$ 2,341 bilhões de 2002. "E quase tudo o que a Argentina compra é industrializado", afirmou. Costin disse que como o euro se valorizou ante o dólar, os produtos brasileiros, custeados em reais e convertidos para a moeda norte-americana, ficarão mais baratos na zona do euro. "E também em mercados onde o produto nacional concorre com os produzidos na zona do euro."Costin disse que o País deverá se beneficiar porque terá uma ótima safra e os preços dos produtos agrícolas, mesmo estando mais baratos do que há cinco anos, estão melhores do que no ano passado.O diretor da Fiesp descarta que a possível recessão nos EUA e a estagnação da economia européia não atrapalharão as exportações brasileiras. "Exportamos US$ 15,354 bilhões para os EUA no ano passado, ou seja, apenas 1,25% de tudo o que eles importaram. Mesmo que entrem em recessão, continuarão importando até porque a atividade industrial de lá está em queda", disse.Costin afirmou que o setor industrial deverá ser responsável por pelo menos metade do aumento das exportações e que isso aumentará o emprego no setor. "Isso pode gerar a volta do consumo", disse. Para Costin, o superávit da balança comercial deste ano ficará entre US$ 16 bilhões e US$ 17 bilhões.

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