Fiesp protesta contra aumento da tarifa do gás em São Paulo

Presidente da Federação das Indústrias do Estado afirma que reajuste é 'ruim para São Paulo e para o Brasil'

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2008 | 16h11

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, protestou contra a decisão da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) de autorizar o reajuste extraordinário das tarifas de gás natural cobradas pela Comgás. "O aumento do preço do gás natural é ruim para São Paulo e para o Brasil", afirmou, em nota enviada à imprensa. Veja também:Arsesp autoriza reajustes de até 24,8% no preço do gás em SP "Com a queda no preço do barril de petróleo de US$ 150 para menos de US$ 40, deveria haver boa vontade da Petrobras, criando condições que evitassem a necessidade de aumento neste momento tão inoportuno. É lamentável", criticou. A Fiesp acredita que diversos setores produtivos serão afetados fortemente, "causando dificuldades às empresas e desemprego, em momento já tão complicado da economia". "Agora precisamos de medidas compensatórias a esses setores para evitar maiores prejuízos à nação", pediu Skaf. Segundo informou a Arsesp, o aumento será exclusivo para os segmentos industrial, comercial e veicular. Na classe industrial, o aumento foi de 10,25% para clientes com faixa de consumo de 10 mil metros cúbicos por mês, de 14,67% para a faixa de 100 mil m³/mês e de 17,56% para a faixa de 500 mil m³/mês. No segmento comercial, a alta foi de 6,29% para a faixa de consumo de 100 m³/mês e 7,76% para a faixa de 1 mil m³/mês. Para o gás natural veicular (GNV), o incremento concedido foi de 22,17%.

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