Fiesp quer barrar ''made in China''

A preocupação de alguns setores empresariais com o aumento da importação de produtos chineses provocou divergências com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O clima piorou na semana passada, depois que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu um controle seletivo da entrada no País de produtos manufaturados, principalmente chineses, menos de uma semana depois de o ministério ter sido obrigado - diante da pressão de setores da indústria - a recuar em relação a uma medida que justamente colocava maior rigor no controle das importações, inclusive da China.A proposta defendida pelo presidente da Fiesp previa uma suspensão seletiva da licença automática para importação de produtos mais sensíveis à indústria. Ou seja, aqueles que são manufaturados internamente, mas que sujeitos a concorrência predatória dos importados. A medida revogada pelo Desenvolvimento suspendia essa licença para cerca de 70% dos itens da pauta de importação. Na prática, a medida representaria aumento da burocracia nas importações. Integrantes do ministério enxergaram exagero nas afirmações feitas por Skaf. Entre elas, a de que o déficit da balança comercial Brasil-China de produtos industrializados poderia chegar a US$ 25 bilhões neste ano.Skaf argumentou que o País deveria defender as empresas para preservar o emprego.

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