Fiesp quer mudanças nos fundos garantidores das PPPs

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai intervir junto ao governo federal com o objetivo de remodelar o formato dos fundos garantidores das Parcerias Público-Privadas (PPPs). A decisão foi consolidada há pouco, durante reunião do Conselho Superior de Infra-Estrutura (Coinfra) da Fiesp encerrada nesta sexta-feira na sede da entidade empresarial."A questão das fontes de financiamento não chega a ser um obstáculo, mas precisa ser aperfeiçoada", afirmou o presidente do Grupo Telefônica no Brasil e do Coinfra, Fernando Xavier."Chegamos ao consenso que precisamos promover, a partir dos próximos dias, reuniões com as autoridades governamentais para dar nossa contribuição para a formatação dos fundos garantidores", complementou o presidente da Siemens do Brasil, Adilson Primo.De acordo com ele, a disponibilidade de R$ 6 bilhões, oferecida pelo governo federal para os fundos garantidores, é considerada demasiadamente baixa, principalmente se considerados os volumes envolvidos em valores globais nos projetos de PPPs. "Queremos verificar mais a fundo os ativos federais que comporão esses fundos", adiantou.Outra preocupação ligada às PPPs é a necessidade de aprovação pelo Tesouro Nacional de todos os projetos, inclusive estaduais e municipais. "Estamos avaliando o enquadramento desses projetos pelo Tesouro porque o acúmulo de pedidos de análise pode se tornar um gargalo para as PPPs", comentou Primo.Fernando Xavier afirmou que, na a próxima reunião do Coinfra, em 18 de fevereiro, a entidade terá pronta a proposta para aperfeiçoamento dos fundos de financiamentos das PPPs a ser entregue ao governo.

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