Fiesp rebate declarações de Lula sobre o câmbio

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje, logo após o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na comemoração dos cinco anos do jornal Valor Econômico, que o empresariado há muito vem fazendo sua lição de casa, enquanto o governo tem uma lista de tarefas a cumprir. Segundo o empresário, a economia precisa, para crescer de forma sustentada, de juros mais baixos, menos impostos, mais crédito e mais investimentos em infra-estrutura. Em seu discurso, Lula voltou a criticar as reclamações do setor privado sobre a valorização do câmbio e os efeitos negativos sobre as exportações. Lula disse que os mesmos empresários que pedem hoje mudanças no câmbio ao ministro Antonio Palocci pediam a flutuação do câmbio tempos atrás. Segundo Skaf, o empresário brasileiro "trabalha e duro". Ele disse que na verdade o empresariado paulista não chora, mas resiste, pois os problemas enfrentados pelo setor privado acabam atrapalhando os investimentos. O presidente da Fiesp reiterou que as exportações continuam crescendo apesar do câmbio porque os empresários estão cumprindo contratos firmados muitos meses atrás. Com a queda na margem, um dos resultados mais prováveis para a indústria é reduzir a produção, o que acabará gerando aumento no desemprego. "O exportador não está nem um pouco feliz com este câmbio", finalizou.

Agencia Estado,

02 Maio 2005 | 20h16

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