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Fiesp recolhe o pato e infla sapo gigante em ação contra taxa de juros na Paulista

Para Paulo Skaf, presidente da instituição, bancos cobram taxas abusivas para financiamento; sapo com cinco metros de altura foi inflado na sede da Fiesp, na Avenida Paulista

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

13 Março 2018 | 18h21

A Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) trocou o pato por sapo como animal símbolo de suas campanhas. Nesta terça-feira, 13, o pato amarelo que virou um dos símbolos durante os movimentos pelo impeachment de Dilma Roussef foi desinflado e, no lugar, um sapo de cinco metros de altura surgiu na sede da Fiesp, na Avenida Paulista, para recepcionar representantes de sindicatos e entidades em evento que marcou o início da ação. 

Além do bicho, a Fiesp também mudou de causa e, consequentemente, de slogan. O ditado "Não Vou Pagar o Pato", para combater o aumento de impostos, sai de cena para dar espaço ao "Chega de Engolir Sapo", que elege como vilão nacional a taxa de juros cobrada de empresas e de consumidores. 

“O Sapo inicia hoje sua carreira”, afirma Skaf. Segundo ele, a luta da Fiesp agora será contra os bancos. "Os juros brasileiros são absurdos. O spread bancária (a diferença entre o que o valor que o banco capta no mercado e repassa para o consumidor) é um dos maiores do mundo no Brasil", diz ele. 

Segundo Skaf, uma pesquisa recentemente conduzida pela Fiesp aponta a distância entre o que paga uma aplicação financeira básica, a caderneta de poupança, e o que é cobrado pelo cheque especial. Segundo ele, a pessoa que tivesse depositado dez anos atrás R$ 100 na caderneta teria hoje R$ 198,03, enquanto uma dívida de R$ 100 também contraída dez anos atrás representaria hoje R$ 4.394.136,97. 

Como parte da divulgação da nova campanha, a Fiesp distribui miniaturas de sapos na porta dos bancos da Avenida Paulista e soltou balões infláveis na seda da instituição.

Pato. O presidente da Fiesp não admite, entretanto, que tenha aposentando o pato ou a campanha contra carga tributária. Segundo ele, o bicho pode voltar, caso a pauta dos impostos retome espaço na agenda do governo. "A gente considera que o pato cumpriu bem o papel e evitou aumentos de impostos. Ele não está aposentado, mas recolhido neste momento", diz.

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