Fiesp revisa projeção de PIB em 2012 de 1,8% para 1,4%

Revisão foi anunciada nesta quinta-feira, 30, pelo diretor do Depecon, Paulo Francini

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

30 de agosto de 2012 | 15h40

SÃO PAULO - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revisou agora em agosto para baixo a sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% para 1,4%. A revisão foi anunciada nesta quinta-feira, 30, pelo diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini, que divulgou hoje os dados do Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista relativo a julho.

Esta é a terceira revisão de expectativa do PIB feita pela Fiesp neste ano. A primeira projeção, feita no final de 2011, apontava para uma expansão de 2,6% da economia em 2012. Em junho, essa previsão foi reduzida para 1,8% e agora em agosto para 1,4%.

Para o segundo trimestre, o Depecon espera que o PIB tenha avançado 0,4% na comparação com o primeiro trimestre. O PIB do segundo trimestre está previsto para ser divulgado amanhã, a partir das 9h, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão da Fiesp, segundo Francini, está alinhada com a projeção de 0,38% com a qual trabalha o Banco Central.

Câmbio

Francini avaliou ainda que não enxerga nos dados da balança comercial impactos da desvalorização cambial. De acordo com ele, é claro que a desvalorização, no patamar de R$ 1,70 para R$ 2,00, é positiva e mostra que foi feito o que deveria ter sido feito. "Ocorre que nós sofremos a maldade de o câmbio ter sido desvalorizado exatamente no momento em que o mundo está em crise."

Francini chamou a atenção ainda para o fato de o presidente do Banco Central norte-americano, Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, poder anunciar amanhã mais uma flexibilização monetária quantitativa (Quantitative Easing 3) que vai levar a uma desvalorização do dólar no mundo. "Isso é o contrário dos nossos objetivos", disse Francini, acrescentando que todo o mundo xinga a China por manter sua moeda, o yuan, desvalorizada para incentivar a sua produção. "Mas os outros também fazem isso. Os Estados Unidos estão desvalorizando e a Europa também quer desvalorizar."

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