Fiesp: setor de alimentos foi o único a cair em 12 meses

O setor de alimentos e bebidas foi o único a registrar queda no Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apurado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No acumulado de 12 meses até maio, o setor registrou retração de 1,3% na série sem ajuste sazonal, enquanto o INA teve elevação de 7,5%.O indicador caiu 0,5% em maio em relação a abril deste ano na série com ajuste sazonal. Sem levar em consideração o ajuste sazonal, o INA do setor cresceu 1,1% no mesmo período. Em relação a maio de 2007, o indicador registrou uma queda de 3,4%, enquanto no acumulado dos primeiros cinco meses do ano o indicador caiu 1,9%.De acordo com o diretor do departamento de Economia da Fiesp, Paulo Francini, o setor de alimentos e bebidas apresenta clara tendência de queda na atividade, reflexo do processo rigoroso de aumento de preços que, segundo ele, impacta na demanda. Segundo a Fiesp, o total de vendas reais do segmento caiu 7,6% no acumulado de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo intervalo de 2007.Segundo Francini, normalmente a tendência é de que a atividade do setor de alimentos e bebidas cresça junta com a renda e se mantenha razoável estabilidade com o crescimento dos preços. "Mas, com o aumento do preço superando o aumento da renda, o setor entra em declínio", afirma. Papel e celuloseO segmento de papel e celulose foi o que apresentou melhor desempenho em maio, entre os setores que compõem o INA. O indicador do setor cresceu 2,6% em maio sobre abril na série com ajuste sazonal e apresentou elevação de 5% na série sem ajuste.Ainda na série sem ajuste sazonal, o setor registrou crescimento de 20,8% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado e acumula alta de 12% nos primeiros cinco meses do ano na mesma base de comparação. No acumulado de 12 meses até maio o indicador subiu 6,5%.Para Francini, o bom desempenho do setor é reflexo dos preços elevados no mercado internacional e do aumento da oferta no mercado interno. O total de vendas reais do setor cresceu 22,7% de janeiro a maio de 2008, sobre igual intervalo do ano passado. "O aumento do preço compensou até a desvalorização do dólar em relação ao real", destaca.

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