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Fiesp:juro menor nos EUA ajuda a frear inflação no Brasil

A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de reduzir a taxa de juros básicas dos EUA em 0,50 ponto porcentual, para 4,75% ao ano, agradará ao Banco Central brasileiro, na avaliação do gerente do departamento de pesquisas e estudos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Rebelo. "O BC vai gostar porque a medida ajudará a conter a inflação no Brasil", disse.Sua análise está fundamentada na avaliação de que a diferença ainda maior entre os juros dos dois países acabará valorizando o real em relação ao dólar, o que tende a diminuir os preços praticados no mercado doméstico, após um mês de inflação elevada. "Temos um aumento do diferencial entre as duas taxas em um momento em que se trombeteia aos quatro cantos que vamos parar de cortar a Selic (taxa básica de juros do País)", avaliou. "A medida aumentará a barriga entre as duas taxas", continuou. A Selic está atualmente em 11,25% ao ano e há quem defenda o fim do ciclo de afrouxamento monetário iniciado em setembro de 2005. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para outubro.O que chama a tenção de Rebelo é a magnitude do corte do juro, apesar de ele ter salientado que esta decisão era aguardada por grande parte do mercado financeiro americano. "Um corte de 0,50 ponto porcentual em uma taxa de 5,25% representa uma redução de praticamente 10% da taxa. Seria o equivalente a cortarmos a Selic em 1,25 ponto porcentual", comparou. A decisão mostra também, na avaliação do gerente, que o banco central norte-americano não teme tomar decisões mais fortes quando elas são necessárias.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

18 de setembro de 2007 | 21h09

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