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Fifa terá 450 fiscais para coibir 'emboscada'

Voluntários e agentes públicos vão fiscalizar marketing de emboscada; Fifa também contratou 15 escritórios de advocacia

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2014 | 03h42

RIO - A Fifa contará com pelo menos 450 pessoas, entre voluntários, agentes públicos e funcionários da própria entidade, para coibir o chamado "marketing de emboscada" nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil. Os números foram apresentados na manhã de ontem, em evento na Câmara de Comércio Americana do Rio.

Cada um dos doze estádios terá uma sala de reuniões para discutir intervenções relacionadas a ações de marketing não autorizadas no entorno das arenas nos dias de jogos. Vinte funcionários da Fifa serão distribuídos entre as 12 sedes, e contarão com a ajuda de mais de 300 agentes públicos e 120 voluntários. A Fifa também terá o apoio jurídico de 15 escritórios de advocacia.

O marketing de emboscada consiste em ações promovidas por empresas que não são patrocinadoras oficiais da Fifa, mas que tentam fazer publicidade aproveitando a Copa do Mundo. Nos dias de jogos, isso inclui distribuição de panfletos e brindes e até uso de camisetas ou adereços que remetam a empresas ou produtos.

A Fifa também está atenta a ações que já vêm sendo realizadas no período que antecede ao Mundial. Pelo menos 400 casos foram notificados até o ano passado, mas o número deve disparar até o início da Copa. No ano passado, o restaurante Zacks, do Rio de Janeiro, foi notificado por uso indevido de marca num festival de hambúrgueres que fazia referência à Copa das Confederações.

A entidade registrou uma série de nomes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que impedem seu uso por marcas não patrocinadoras, como Copa das Confederações, Copa do Mundo, Copa 2014 e Brasil 2014. Também foram registrados os termos das cidades-sede: Rio 2014 e Salvador 2014, por exemplo.

África do Sul. Entre 2007 e 2010, a Fifa registrou 3.223 casos de marketing de emboscada, sendo 700 deles somente na África do Sul. Um dos casos mais emblemáticos foi o da cerveja Bavaria, que levou 36 mulheres de vestido laranja ao estádio para torcer para a Holanda, na Copa de 2010 - patrocinada pela Budweiser. As moças representaram uma associação evidente à Bavaria porque, alguns meses antes, a marca havia lançado promoção na qual quem comprasse um pacote de latinhas da cerveja ganhava um vestido laranja. Elas acabaram expulsas do estádio./ COLABOROU NAYARA FRAGA

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