Fila em Paranaguá deve terminar em três dias

A expectativa no Porto de Paranaguá é que em três dias a fila de caminhões que ainda permanece na BR-277 já tenha acabado. Mas um problema de última hora está impedindo que os caminhões voltem a rodar. Apesar do acordo entre operadores portuários, transportadores e caminhoneiros para o pagamento das diárias, homologado hoje, alguns motoristas recusavam-se a descarregar os caminhões. Eles querem que o dinheiro seja depositado antes de entregar a mercadoria. O presidente da Federação Nacional dos Caminhoneiros (Fenacam), Diumar Bueno, disse que a preocupação é "compreensível e natural". "No ano passado, não foi respeitado o acordo", disse. Segundo ele, as seis maiores transportadoras, que representam cerca de 70% do movimento, já depositaram os valores, mas as pequenas têm mais dificuldade para levantar recursos. "Os caminhoneiros das pequenas ficam com medo e os grandes, em solidariedade, acabam não descarregando", disse. "Mas é só uma questão operacional, que logo se resolve." O primeiro navio para carregar soja em grão, que estava programado para atracar na madrugada, somente chegou ao cais à tarde para receber 60 mil toneladas do produto. Outros 19 navios aguardam para serem carregados com mais de 900 mil toneladas de soja em grão. Vários vagões de trem que também estavam parados começaram a descarregar nos silos, de onde saem os granéis sólidos.

Agencia Estado,

25 Março 2004 | 16h46

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