Filho de dono da Avestruz Master apresenta-se à PF

O filho do proprietário da Avestruz Master e sócio da empresa Jerson Maciel da Silva Júnior se apresentou esta manhã à Polícia Federal para cumprir o mandado de prisão contra ele. Ele chegou espontaneamente à sede da PF em Goiânia às 8h30 acompanhado de três advogados. Desde que chegou à sede, ele prestou depoimento a delegados que cuidam das investigações sobre a Avestruz Master.Nem os advogados de Maciel Junior nem a PF informaram até a tarde desta quinta-feira se Maciel Junior permanecerá preso ou se o pedido de prisão contra ele será relaxado. O Ministério Público Federal em Goiás pediu a prisão provisória, por cinco dias, de Maciel Junior e outros 7 sócios da empresa, entre eles seu pai, Jerson Maciel da Silva. A prisão deles foi determinada pelo juiz federal Gilton Batista Brito, da 11ª Vara Federal de Goiânia. O procurador da República autor do pedido, Daniel Resende Salgado, acompanhou o depoimento. Os outros sócios ainda não foram encontrados pela PF. Reembolso do dinheiroA Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados vai solicitar à Procuradoria Geral da República que tome providências urgentes para assegurar, pelo menos em parte, o reembolso do dinheiro dos investidores que aplicaram na empresa Avestruz Master, recentemente fechada pela Polícia Federal.O presidente da comissão, deputado Luiz Antônio Fleury (PTB-SP), disse que é preciso que a Justiça decrete imediatamente o sequestro dos bens de todos os sócios e administradores da empresa. O deputado ficou de analisar com os demais membros da comissão se é possível a instalação de uma CPI para investigar a atuação da empresa.Hoje, em audiência pública convocada para analisar o problema, apenas o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Trindade, compareceu. O dono da Avestruz Master, Gerson Maciel, alegou problemas de saúde para não estar presente à reunião, assim como o proprietário da Top Avestruz, Oinareves Moura, que alegou problemas financeiros.Diante das ausências dos responsáveis pelo prejuízo aos investidores, sobrou para a CVM a ira dos deputados. O órgão foi acusado de omissão pela deputada Káthia Abreu (PFL-TO). "O caso é idêntico ao da Agropecuária Reunidas Boi Gordo e vocês não fizeram nada para proteger os investidores", acusou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.