finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Fim da autonomia da Casa Branca para acordos comerciais

Caso a permissão não seja renovada pelo Congresso, as negociações da Rodada Doha deverão permanecer em "banho-maria" por mais um ano e meio

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h26

Termina neste sábado, 30, o prazo para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, negociar a Rodada Doha sob a proteção da Trade Promotion Autority (TPA), o mecanismo que dá autonomia à Casa Branca para fechar acordos comerciais sem que eles sejam depois alterados por emendas parlamentares. Caso a permissão não seja renovada pelo Congresso, como é esperado pelos analistas, as negociações da Rodada Doha - a mais abrangente tentativa de liberalização do comércio mundial, lançada há seis anos - deverão permanecer em "banho-maria" por mais um ano e meio, até a posse do próximo presidente dos EUA, em 2009."Sem a TPA ninguém se arriscará a fechar qualquer acordo comercial com os Estados Unidos, porque o Congresso poderá mudar o acordo", diz o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Barbosa foi embaixador do Brasil nos EUA e na Grã-Bretanha.Para ele, a TPA é um assunto essencialmente político, e não técnico. "Por que razão os democratas, que hoje são maioria no Congresso, dariam ao presidente Bush, em fim de mandato, o que os republicanos negaram a Bill Clinton por oito anos?", questiona o embaixador. O próprio presidente Bush não solicitou ao Congresso a autorização, porque sabia que seria negada, observa Mario Marconini, presidente executivo do Conselho de Relações Internacionais da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio SP).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.