Fim da defasagem da gasolina não impede reajuste, diz Mantega

Fim da defasagem da gasolina não impede reajuste, diz Mantega

Com a queda do preço do petróleo no exterior, a Petrobrás passou a vender sem prejuízo o combustível importado para o Brasil

Laís Allegretti , O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2014 | 10h38

Mesmo com o fim da defasagem no preço da gasolina em relação ao mercado externo, pode haver um reajuste na tarifa ainda este ano. Presidente do conselho de administração da Petrobrás, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que a estatal "está ganhando" com a inversão do quadro e que elevar o preço do combustível é uma decisão a ser tomada pela companhia. Com a queda do preço do petróleo no exterior, a Petrobrás passou a vender sem prejuízo o combustível importado para o Brasil. Para analistas, esse quadro poderia eliminar a necessidade de um reajuste neste ano.

"Essa é uma decisão da Petrobrás. Embora o preço da gasolina no Brasil esteja maior agora do que nos Estados Unidos, isso não quer dizer que a empresa deixará de fazer algum aumento", afirmou o ministro.

Anteriormente, o ministro já havia sinalizado um reajuste da gasolina para até o final deste ano, garantindo não haver a possibilidade de um "tarifaço" para compensar as perdas da estatal. Entretanto, o fato de o preço do combustível agora ser mais caro do que em outros países pode ser positivo para a companhia. "Havia defasagem e agora não há, agora é em benefício da Petrobrás. O preço da gasolina está mais alto. A Petrobrás está ganhando com isso. Isso não significa que não haverá aumento, isso é uma decisão da empresa", afirmou Mantega.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, informou que o declínio dos preços resultou em questionamentos por parte de analistas sobre o momento e a magnitude do reajuste esperado nos preços dos combustíveis pela Petrobrás neste ano.

Relatório do banco Credit Suisse apontou que o preço da gasolina no Brasil ficou 1% mais caro em relação a outros países com a queda do preço do petróleo e derivados no mercado internacional. De acordo com o banco, a continuação desse atual declínio até o fim do ano, que é compatível com os preços futuros e uma taxa de câmbio de R$ 2,50, reduziria a necessidade de aumento de preços do combustível no Brasil em 2014. 

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