Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Fim de benefícios a exportadores e outros setores vai garantir economia de R$ 16 bi em 2019

Com medidas, governo minimiza em 2019 parte do impacto negativo para as contas públicas com a concessão do subsídio ao diesel

Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2018 | 14h45

BRASÍLIA - O pacote tributário para bancar o bolsa-caminhoneiro - o subsídio ao preço do diesel - vai garantir uma economia de R$ 16,23 bilhões para 2019. É que as medidas adotadas para compensar parte da queda de R$ 0,46 no preço do diesel nas refinarias acordada entre o governo os líderes dos caminhoneiros terão efeito permanente a partir de agora.

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Com isso, o governo minimiza em 2019 parte do impacto negativo para as contas públicas com a concessão do subsídio ao diesel. A maior parte da economia virá com a redução do Reintegra, subsídio que é dado para os exportadores de produtos manufaturados. O governo vai economizar R$ 10 bilhões com a redução para 0,1% do benefício.

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Ao comentar as medidas, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, avaliou que o Brasil tem gastos tributários, incentivos e desonerações de impostos e tributos, elevados e fora do padrão mundial. Segundo ele, esse custo é pago por todos os contribuintes.

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Para reduzir a alíquota do PIS/Cofins e Cide do diesel o governo teve que compensar com outras quatro medidas. É que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige essa compensação.

Veja a seguir o impacto em 2019 das medidas tributárias:

1 - Revogação do Reiq, programa de incentivo à indústria química - R$ 730 milhões;

2 - Redução para 0,1% do Reintegra, programa de incentivos aos exportadores - R$ 10 bilhões;

3 - Aperto na tributação dos fabricantes de concentrados que são usados na fabricação de refrigerante - R$ 1,9 bilhão;

4- Redução dos setores beneficiados com desoneração da folha de pagamentos - R$ 3,6 bilhões.

 

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