Fim de imposto nos EUA abre mercado de 13 bilhões de litros de etanol

Tarifa de importação e subsídios à produção serão extintos a partir de 31 de dezembro 

Eduardo Magossi, da Agência Estado,

23 de dezembro de 2011 | 14h44

O fim da tarifa de importação de etanol dos Estados Unidos a partir de 31 de dezembro, assim como a extinção dos subsídios à produção, abre um mercado para o etanol brasileiro que pode chegar a 13 bilhões de litros em 2020 apenas nos Estados Unidos, de acordo com o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank.

Segundo ele, a decisão é um grande incentivo a novos investimentos na produção de etanol voltada para exportar aos EUA, que já declararam que consideram o etanol de cana o único que satisfaz as regras para atender sua cota de etanol avançado.

A extinção da tarifa de importação é uma grande vitória da Unica, segundo o executivo, que nos últimos três anos trabalhou para esclarecer, junto ao público norte-americano e aos legisladores, as vantagens do etanol de cana. "Será a primeira vez que etanol feito de duas matérias-primas diferentes irá competir livremente nos EUA e ajudar a cumprir o seu mandato", explica. O imposto foi cobrado durante 30 anos.

Com o mercado livre, Jank acredita que as exportações brasileiras de etanol podem chegar ao mesmo nível do açúcar. "Hoje 70% do açúcar produzido no Brasil é exportado ante apenas 7% do etanol. Existe um espaço enorme de expansão", disse.

Jank estima que este mercado norte-americano deve começar a ser melhor atendido a partir da safra 2014/15, quando a oferta de cana já deverá estar regularizada. No mercado interno, o executivo acredita que o nível de tributação muito próximo entre gasolina e etanol continua impedindo a maior competitividade do hidratado na bomba. "Incrivelmente, o incentivo para a expansão do etanol brasileiro veio do exterior e não do governo brasileiro", disse.

 

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