Fim do protecionismo é prioridade do governo, diz Azevedo

O fim do protecionismo dos países ricos no comércio agrícola global vai continuar sendo o principal objetivo a ser perseguido pelo governo brasileiro dentro das negociações internacionais. A afirmação foi feita por Roberto de Carvalho Azevedo, diretor do Departamento Econômico e subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores. Segundo ele, sem resultados significativos na área agrícola para mudar o atual cenário do comércio internacional, o Brasil não tem interesse em participar de nenhuma negociação."O Brasil não quer regalias. Ele quer regular as assimetrias existentes hoje nas trocas comercias com os países desenvolvidos", disse. Segundo Azevedo, o Brasil tem capacidade para competir de igual para igual com as agriculturas do primeiro mundo, mas não é competitivo se tiver que competir com o Tesouro destes países. "O objetivo central do Brasil na agricultura é obter um campo nivelado de competição. Não estamos pedindo para ter um tratamento diferenciado. O que estamos pedindo é que não exista tratamento especial para os países ricos", acrescenta. Azevedo ressalta que o setor sucroalcooleiro tem um papel importante neste processo porque é um dos únicos setores que têm consciência de que apenas será competitivo e viável se puder operar em escala global e em um cenário sem a existência de entraves protecionistas. "Este setor também se destaca pelo fato de possuir uma ótima interlocução seja com seus pares, seja com o governo", disse. O ministro disse que é essencial que as negociações sejam multilaterais mas que isso não significa que o Brasil irá deixar de lado as negociações bilaterais. Ele cita o exemplo das conversações com o Mercosul, por exemplo, que tem se intensificado ultimamente. "Mas da força ao comércio bilateral não significa esgotar os multilaterais", disse.

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