Fim do racionamento pode ajudar economia, afirma BC

Para o Banco Central (BC), a recuperação da atividade econômica no Brasil está se consolidando num ritmo lento. Essa avaliação consta na ata da última reunião do Copom, divulgada hoje. A ata destaca, porém, que o provável fim do racionamento de energia deverá ampliar o potencial de crescimento da economia brasileira. Segundo o documento, o nível de confiança dos consumidores continua elevando-se desde outubro do ano passado, o que estimula as vendas. "O faturamento no varejo, que havia crescido por quatro meses consecutivos, estabilizou-se em dezembro. Esse crescimento reduziu os estoques no último trimestre do ano passado em relação ao trimestre anterior, indicando perspectivas de retomada na produção industrial", ressalta a ata, lembrando que a produção industrial após declinar em outubro voltou a crescer em novembro. Para o BC, a presença de capacidade ociosa e a trajetória da massa salarial indicam que o crescimento na demanda não gerará pressões sobre a inflação. O aumento dos investimentos em bens de capital nos primeiros trimestres de 2001, segundo o BC, teve o efeito de ampliar a capacidade instalada. O BC avalia ainda na ata que a retomada da economia tem sido compatível com a melhora das contas externas.EleiçõesO BC advertiu na ata reunião do Copom para a necessidade de atenção ao processo de eleições no Brasil este ano. "É necessário atenção para o cenário externo, em especial para os eventuais desdobramentos da crise Argentina e para o comportamento do fluxo de capital externo, no contexto do processo eleitoral doméstico", afirma a ata. Esta é a primeira vez que o Copom faz uma menção sobre as eleições. O BC também advertiu que é preciso atenção para possíveis pressões adicionais advindas de reajustes de preços administrados por contrato este ano.

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