Fim dos subsídios ao aço é consenso, diz OCDE

Representantes das maiores siderúrgicas internacionais e países produtores de aço aceitaram adiantar esforços para eliminar os subsídios em um futuro próximo, com o objetivo de reduzir o excesso de capacidade de produção do setor, informou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Contudo, os representantes não concordaram que o movimento deve fazer parte do esforço geral para liberalizar o comércio internacional. Autoridades do setor argumentam que deveria tratar-se de uma iniciativa do segmento, fora das conversações sobre livre comércio no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). O presidente do comitê do aço da OCDE, Hans Colliander, disse que "parece ser consenso o desejo do setor de banir muitos dos subsídios e suportes de governos relacionados ao aço". Segundo ele, o Instituto do Ferro e Aço argumentou que passos concretos rumo à eliminação dos subsídios devem ser determinados antes do encontro do comitê do aço da OCDE, em dezembro. Sobretudo, houve um consenso generalizado entre os membros do comitê para a necessidade de uma ação urgente, disse ele. Colliander afirmou que a ajuda de governos para fechar siderúrgicas, fazer a limpeza ambiental e dar assistência a funcionários demitidos deveriam ser priorizados. Em seu comentário nas conversações sobre o aço hoje, Colliander disse que qualquer movimento para disciplinar os subsídios passaria pelo problema do excesso de capacidade de produção. Ele acrescentou que a iniciativa governamental "pode ou iria finalmente ser englobada no âmbito da OMC". As conversações continuam nesta quinta-feira e podem se prolongar até sexta-feira. A OCDE informou que a demanda por aço caiu 1% em 2001, e permanecerá estagnada ou se recuperará lentamente, com exceção da China, que apresenta uma forte demanda. O consumo global pode aumentar cerca de 2% em 2003, disse OCDE.

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