Finame pode ficar em R$ 3,7 bi em julho, diz Coutinho

‘Temos indícios de que a comercialização de bens de capitais já começou a se recuperar nas últimas três semanas’, disse presidente do BNDES 

Vinicius Neder, da Agência Estado,

24 de julho de 2012 | 19h04

RIO - O Finame, linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para bens de capitais deverá fechar este mês com liberações de R$ 3,7 bilhões, contra R$ 3,2 bilhões em junho. A estimativa foi feita pelo presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho.

"Temos indícios de que a comercialização de bens de capitais já começou a se recuperar nas últimas três semanas. Ainda é cedo para dizer se isso vai durar meses, mas são os primeiros indícios de que a atividade econômica vai se recuperar", afirmou Coutinho, após participar do seminário "O Brasil e o Mundo em 2022", promovido pelo BNDES como parte da agenda de comemorações de seus 60 anos.

Segundo o presidente do BNDES, a recuperação "tênue e na margem" já é reflexo de medidas tomadas pelo governo, incluindo a redução da TJLP, taxa de juros praticada pelo banco de fomento.

"A TJLP afeta o cálculo do retorno de investimentos. É um dos fatores, mas não é o único. Tivemos uma redução importante na taxa de juros, uma melhoria relativa na taxa de câmbio, várias iniciativas de desoneração de folhas de pagamento que foram complementadas no Congresso e aprovadas pele menos numa primeira rodada e tivemos a redução nas taxas do PSI (Programa de Sustentação dos Investimentos)", listou Coutinho.

No entanto, a recuperação precisa se confirmar. Julho é marcado por sazonalidades, como o investimento em máquinas agrícolas. "Mesmo que excluamos essa sazonalidade, temos uma melhoria na média diária de operação efetiva da Finame. Pode ser um indício de um processo de retomada para o segundo semestre. A confirmar", afirmou Coutinho.

A Finame inclui máquinas e equipamentos e caminhões e ônibus. As operações são indiretas, repassadas por instituições financeiras credenciadas.

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