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Finanças com técnica da 2ª Guerra

Disc, sigla usada durante a guerra para classificar soldados, ajuda a explicar os diferentes comportamentos na relação com o dinheiro

ROBERTA SCRIVANO, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2011 | 03h05

Estudar o comportamento das pessoas e como ele interfere na forma de lidar com dinheiro é o principal mote das finanças comportamentais. A sigla em inglês Disc, criada para identificar o perfil de soldados americanos e adequá-los à melhor função durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, serve hoje, entre outras coisas, para delinear as características de investidores.

Na sigla, o D quer dizer dominância; o I, influência; o S, estabilidade (que em inglês é stability); e o C representa conformidade. Especialistas no assunto garantem que, ao saber em qual dos quatro grupos se enquadra, o investidor amplia as chances de controlar as emoções e ser mais racional e estratégico nas ações ligadas às aplicações, e também ao consumo.

"Todos nós temos um pouco de cada um dos perfis do Disc, mas um deles sempre é predominante", comenta Rubens Gustavo Gurevich, diretor da Your Life Brasil. "Conhecer as características auxilia na melhoria de 'defeitos'", emenda o especialista.

Qual é o seu perfil? Se enquadram no perfil D (de dominância) pessoas assertivas, impulsivas e que gostam de resultados imediatos. "São pessoas que não têm aversão ao risco", diz Gurevich. Isso indica que os dominantes, que não têm medo de perder, são mais dispostos a investimentos arriscados, como as ações.

De outro lado, diz o especialista, como são pessoas impulsivas, tendem a consumir sem pensar. "Portanto, sabendo disso, cuidado para não cair na pegadinha do comportamento."

Na letra I estão as pessoas mais emocionais, que se comunicam com facilidade, têm poder de persuasão e gostam de ter a aceitação das pessoas. "O risco deste perfil é que a pessoa pode tomar uma decisão com base na opinião dos outros, ou só para 'ficar bem na foto'", alerta o especialista.

Nos investimentos, portanto, são pessoas que acabam indo atrás da estratégia de outras carteiras e não elaboram o seu próprio caminho. O consumo também é, em geral, feito pela influência de outras pessoas.

Os que se encaixam nas características da letra S (estabilidade) são pessoas mais racionais. Gurevich diz que uma figura clássica que ilustra bem o perfil dos estáveis é um médico. "É alguém que pergunta diversas coisas, ouve muito e só depois emite sua opinião, que, no caso do médico, é o diagnóstico."

Essas pessoas gostam de rotina e não suportam mudanças bruscas. "São pessoas que sofrem com o investimento em ação, por exemplo." O consumo é feito de forma consciente.

As pessoas que preenchem os quesitos que compõem o perfil da conformidade são os metódicos e difíceis de serem convencidos de algo. "É preciso levar uma planilha de Excel para convencer quem está no perfil de 'conformidade'", explica Gurevich. Eles também são avessos ao risco, mas controlam muito bem a emoção, justamente porque são extremamente racionais.

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