Financeiras prometem repassar queda do juro para consumidor

As financeiras deverão repassar o corte de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, - decidida hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) - já nos próximos dias, prevê o presidente da Acrefi, entidade que reúne as financeiras, Érico Sodré Quirino Ferreira. Ele pondera que a redução será inexpressiva do ponto de vista econômico, mas pode ter um impacto psicológico positivo na confiança do consumidor, especialmente com a proximidade das festas de fim de ano. Ferreira diz que esperava um corte maior na taxa básica de juros, mas argumenta que o BC agiu dentro da lógica. Na sua opinião, por causa da atual conjuntura política, ele acreditava que o governo seria mais ousado. "Isso demonstra que existe independência do BC, que é um bom sinal." Para o vice-presidente da Federação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), José Arthur Assunção, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reiterou a força do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ao manter a política gradativa de queda nos juros. Segundo Assunção, apesar de já existir um clima apropriado para uma queda maior dos juros, esse seria o momento menos indicado. "A sociedade tem receio de uma possível queda do ministro da Fazenda e o abandono da política econômica", afirma o vice-presidente da Fenacrefi. Bradesco reduz taxas O Bradesco anunciou a redução das taxas de juros de diversas modalidades de crédito, após a decisão do Copom. Para os clientes pessoa física, os juros do Cheque Especial caíram de 8,27% ao mês para 8,23%, na taxa máxima, e de 4,61% para 4,58% ao mês, na mínima. As taxas do crédito pessoal foram reduzidas de 5,81% para 5,77% ao mês, na máxima, e de 3,26%para 3,22% ao mês, na mínima. O Crédito Pessoal Consignado operará com taxa mínima a partir de 1,75% ao mês. De acordo com a instituição, o novo patamar de juros passa a vigorar a partir de amanhã (24) em toda a rede de agências.

Agencia Estado,

23 Novembro 2005 | 20h24

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