Financial Times cobra reformas

Reportagem do jornal britânico Financial Times afirma que a economia brasileira está em uma fase melhor do que há três décadas. O jornal cita os principais motivos. Entre ele, a eliminação de barreiras comerciais, as privatizações e a retirada de subsídios para o setor privado. De acordo com o diário britânico, o Brasil desafiou ameaças políticas e econômicas desde a desvalorização do real em janeiro de 99. Mesmo assim, a inflação alta não retornou, o sistema bancário não sucumbiu e os consumidores se recusaram a aceitar preços mais altos. Agora, segundo o FT, a economia parece estar retornando para um crescimento sustentável. A disciplina fiscal e queda dos juros A reportagem coloca como um ponto chave da recuperação, a disciplina fiscal. A arrecadação de impostos está crescendo e pela primeira vez, em muitas décadas, o Brasil cumpriu as metas orçamentárias acertadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No mês passado, o Congresso Nacional aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõe novas limitações nos gastos públicos. Porém, a reportagem alerta para o fato de que os resultados fiscais do ano passado foram obtidos, principalmente, por meio de aumentos de impostos improvisados e de curto prazo. Algumas reformas de longo prazo - principalmente a tributária e previdenciária - permanecem estacionadas no Congresso. Embora os juros de curto prazo de 12% sejam elevados para os parâmetros internacionais, o Financial Times destaca que eles são bem inferiores aos da maior parte da ultima década. O jornal destaca que, se a conjuntura externa permitir, os juros devem cair ainda mais. Ameaças externas O jornal britânico afirma que a questão crucial para o Brasil é garantir a recuperação sustentável e que ainda há razões para ceticismo. A reportagem explica que, para a recuperação seguir seu curso, o País terá que enfrentar a turbulência causada pela Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de tecnologia - e a alta dos juros nos Estados Unidos.Os problemas na Argentina preocupam . Entretanto, o mercado vem reagindo de uma maneira mais positiva a esse choque externo do que nas crises na Ásia e Rússia, relata o jornal. A maioria dos economistas acredita que as oscilações vão atrasar, e não reverter, a tendência de futuros cortes nas taxas de juros.

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