Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Financiamento de imóveis cresce 77,9% em um ano até novembro

Aumento de crédito com recursos da poupança é em relação ao mesmo mês de 2019 e foi puxado por juro baixo, diz Abecip

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

26 de dezembro de 2020 | 05h00

Os financiamentos imobiliários tiveram leve retração de 0,2% em novembro frente a outubro, totalizando R$ 13,84 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em um ano, porém, foi mantida forte expansão, com alta de 77,9%, em meio a um cenário de juros baixos, que têm servido de tração ao setor a despeito da crise desencadeada pela pandemia do novo coronavírus.

No acumulado do ano até novembro, os recursos tomados para compra e construção de imóveis somam R$ 106,51 bilhões, expansão de 52,1% em relação ao mesmo período de 2019. No período, foram financiadas 370,9 mil unidades, resultado 39,3% maior, na mesma base de comparação.

De acordo com a Abecip, somente no mês de novembro foram financiados, nas modalidades de aquisição e construção, 46,2 mil imóveis, alta de 1,5% ante outubro e 59,9% em um ano.

O Itaú Unibanco conseguiu se manter na segunda posição do ranking de financiamentos imobiliários no País, no mês de novembro. O maior banco da América Latina havia desbancado o rival Bradesco do posto em outubro. Na liderança, a Caixa, o banco da habitação, segue isolada dos concorrentes.

Em novembro, o Itaú registrou R$ 2,956 bilhões em financiamentos imobiliários. Na sequência, o Bradesco somou R$ 2,665 bilhões. A Caixa, no topo, emprestou quase o dobro, com R$ 5,543 bilhões.

No acumulado de 2020, porém, a batalha pelo segundo lugar no ranking continua. O dono da posição é o Bradesco, com um volume de R$ 20,736 bilhões. O Itaú permanece na terceira posição, com R$ 19,834 bilhões, enquanto a Caixa, líder, emprestou R$ 46,374 bilhões para a compra e construção .

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